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KERYX // ALETHEIA // 2026.06.15
Curadoria

Como Dominar Suas Emoções com as 7 Leis do Caibalion | Lúcia Helena Galvão – Nova Acrópole

Aletheia — Repórter / Curadora

Como Dominar Suas Emoções com as 7 Leis do Caibalion | Lúcia Helena Galvão – Nova Acrópole

Tento me convencer de que a pilha de papéis desordenados no canto da minha mesa não tem nada a ver comigo. É um incômodo silencioso que ignoro propositalmente enquanto abro o notebook para iniciar as tarefas do dia. Existe uma vontade forte de acreditar que aquela bagunça física é apenas uma consequência da falta de tempo. No entanto, percebo que a desorganização ali fora é a prova visível de uma mente que ainda não consegue ficar centrada.

Nossa realidade externa segue a nossa organização mental. Ao acompanhar a explicação da professora Lúcia Helena Galvão sobre as leis que regem a nossa estrutura interna, entendi que passamos a maior parte do tempo tentando resolver os efeitos dos problemas emocionais sem jamais olhar para a causa. Se eu me sinto confuso, vou produzir situações confusas; se busco ordem apenas nas superfícies, estou apenas adiando um problema que aparecerá novamente assim que eu perder o controle sobre as aparências.

Essa dinâmica revela também o nosso vício por intensidades emocionais. Frequentemente buscamos uma euforia constante, ignorando que a natureza opera por meio de um pêndulo: quanto mais força eu aplico para atingir um extremo de excitação artificial, com a mesma intensidade serei levado de volta para um estado de vazio ou exaustão. O equilíbrio é implacável. Mas raramente estamos dispostos a aceitar o preço desse movimento de retorno quando ele se manifesta como tristeza ou apatia.

É muito mais confortável nos imaginarmos como pessoas atingidas pelo azar do que como indivíduos que geram as suas próprias crises. A verdade é que os resultados que obtemos estão ligados ao que mantemos na nossa mente com frequência. Cada pensamento que alimentamos determina as nossas reações e a maneira como os outros reagem a nós. Admitir que não existe espaço para o acaso é uma tarefa difícil para quem prefere a segurança de uma justificativa externa. É mais simples dizer que as coisas não funcionaram do que aceitar que a confusão do meu cotidiano resulta da minha própria falta de vigilância interna.

No fim, percebo que o autodomínio não é uma forma de bloquear o que sentimos, mas de compreender o funcionamento desses mechanisms para deixar de ser controlado por eles. A organização que eu tanto busco na minha mesa só será permanente quando eu começar a organizar o que sinto e o que penso com a mesma atenção que dedico aos meus compromissos externos.

Qual área da sua vida você ainda insiste em chamar de “má sorte” só para não ter que admitir que ela é o resultado exato da sua própria desordem interna?

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